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 Kipur

Rabino: Autores Diversos
Assunto: Festas
Livro: Diversos
Data: 29/09/2008

Yom Kipur e a sua luz infinita

 

 

Rabino Samy Pinto

 

 

O povo de Israel possui uma relação de proximidade com Hashém, calorosa e intensa. A Torá a definiu com as seguintes palavras: “Pois que grande nação há que tenha Hashém tão perto de si como o Eterno, todas as vezes que O invocamos? (Devarim cap. 4:7).

 

 

Assim, judeus mais observantes também possuem uma relação mais íntima com Hashém. Freqüentam a sinagoga, shiurim e obras assistenciais com uma atuação belíssima. Encontramos no Tehelim (Salmos) um versículo que ilustra essa relação: “Está sempre próximo dos que O invocam, dos que por Ele chamam com sinceridade” (Cap. 145:18).

 

 

Porém, é no Yom Kipur que a relação de proximidade e de sinceridade é manifestada quando testemunhamos um maior número de judeus chegando às sinagogas. Os responsáveis pelos templos, muitas vezes, precisam acrescentar um número significativo de cadeiras. Às vezes, comunidades alugam salas, pois as instalações das sinagogas não suportam esse acréscimo atípico. Quantas pessoas diferentes nós encontramos nesse dia? É preciso registrar que em outras localidades encontramos comunidades em que a lotação inicia-se já durante o mês de Elul. Outras, em Rosh Hashaná , e ainda algumas nos 10 dias de Teshuvá.

 

 

Esse fenômeno foi ilustrado pelo profeta Isaías: “Buscai o Eterno no melhor momento para encontrá-lo, chamai por Ele quando perto de vós está” (Cap. 55:61).

 

 

Qual é a razão para esse fenômeno?

 

 

A particularidade do nosso povo com Hashém está documentada na sua cultura, literatura e história. Mas sem dúvida nenhuma, o calendário judaico coloca o Yom Kipur como o dia mais sagrado de todos outros. O perdão e a purificação são alcançados especialmente neste dia. A kapará, o perdão, não tem sentido psicológico e nem tampouco é relativo. Ele é absoluto e real, condicionado ao dia de Kipur.

 

 

No Talmud encontramos um comentário sobre o tema. Disse Rabi: “A teshuvá precisa de Yom Kipur, porém, Yom Kipur não precisa de teshuvá, pois a santidade do dia perdoa” (Ioma p. 86a).

 

 

Em nossas tefilot, dirigimo-nos a Hashém como “Melech Hamishpat” e “Hamelech Hakadosh”. Hashém é o rei santo e justo. “Midat Hadin” é um conceito que muitas pessoas precisam estudar. É a luz divina presente em nossas vidas, que retira as dúvidas, angústias e suas futilidades. Essa luz estaria presente durante todos os dias do ano, porém, Hashém preferiu deixar para “o fim dos tempos” (ver Rashi Bereshit 1:1; 1:14). Assim, após os 6 dias da criação, foi colocado “Midat Rachamim”, que é uma tolerância com a realidade humana. A verdade será alcançada através de um processo educativo ao longo de nossas vidas. A luz divina, entretanto, volta para nós de forma gradativa desde Elul e atinge o seu clímax no Yom Kipur.

 

 

O resultado é aquele exposto no início do artigo. A busca do judeu por Hashém, quase que movido por uma atitude involuntária no dia de Yom Kipur, é explicado por um desejo único do Todo Poderoso de proporcionar o perdão e a purificação de forma vertical para todos nós.

 

 

Cabe a nós não atrapalhar esse momento de perdão que receberemos. Maimônides definiu Yom Kipur como um dia em que deixamos de fazer tudo aquilo que foi nossa ocupação durante o ano. As proibições de Yom Kipur: comer e beber, lavar-se, passar cosméticos, calçar sapatos, relações conjugais e todo trabalho que é proibido em Shabat. Todas elas visam permitir que esse dia penetre dentro de nós e nos ajude na nossa autodefinição: Quem sou eu? O que eu sou?

 

 

Sendo assim, gostaria de saber quantas cadeiras foram acrescidas nas sinagogas no Yom Kipur. A luz divina aproxima todos os judeus.

 

 

Mas, melhor ainda será ouvir que as cadeiras não serão retiradas das sinagogas após o Yom Kipur e, sim, ficarão lá de forma permanente. Mais: alugaremos outros salões, faremos outras sinagogas e Yeshivot. Não nos esqueçamos que Hashém é o “Mikvé de Israel” (Iomá p. 88b). Vamos retirar a Hatsissá de sobre nós, cumprindo rigorosamente com as obrigações relativas ao dia.

 

 

 

Guemar Vechatimá Tová,

 

Shabat Shalom!